
Nesses seis anos de governo Lula os integrantes mais importantes do Partido dos Trabalhadores e de partidos aliados ao governo saíram de cena por causa de escândalos de corrupção e abuso de poder. Dirceu, Genoino, Roberto Jeferson e mais 14 pessoas estão na lista feita pela Revista Veja dos personagens mais importantes que deixaram seus cargos no governo por causa de denúncias de desvio de dinheiro público ou outras irregularidades.
É vergonhoso viver em um país no qual o governo e outros orgãos públicos roubam dinheiro descaradamente. Os casos delatados são a ponta do iceberg e, na maior parte deles, não houve qualquer punição ou ordem de devolução do dinheiro desviado dos cofres públicos. Além disso, há fontes que confirmam que o próprio Lula possui bens que não poderia comprar com seu salário de presidente muito menos com o de metalúrgico.
Acredito que, dentro de alguns meses, a atual ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, encrementará a lista feita pela Veja. Só nesse mês, o nome dela já foi citado em dois escândalos, sendo o último o seu envolvimento no negócio milionário da compra da companhia aérea VarigLog por um fundo de investimentos internacional junto com mais três sócios brasileiros. Suspeita-se que o negócio foi feito ilegalmente e que a ministra interferiu na venda da companhia, pressionando a Anac a não exigir provas de origem do capital dos sócios brasileiros, beneficiando-os.
Caso Dilma esteja mesmo envolvida nessa negociação e seja obrigada a renunciar seu cargo, os petistas vão ter um grande problema: Lula não pode mais ser reeleito e o partido não possui nomes fortes para disputar a presidência. Marta Suplicy, ministra do turismo, encontra dificuldades para vencer a eleição para prefeita de São Paulo e não trabalhou muito em seu período como ministra. Romero Jucá, atual lider do governo no Senado, não me parece uma promessa. Como lider do governo, sua cara fica exposta (e conseqüentemente associada) a todos os escândalos que envolvem o PT. O nome mais cotado atualmente é o de Fernando Haddad, ministro da educação. Idealizador das cotas para as universidades, muito capaz, porém ainda não tem nome o suficiente para competir uma eleição para presidente.
Portanto, até o final do ano, o presidente Lula tem que encontrar alguém que consiga vencer as eleições em 2010 e dar continuidade ao seu trabalho. Será que vamos ter novas surpresas? Será que o mais novo ministro do presidente, Carlos Minc, é uma promessa? O negócio é esperar para ver no que vai dar.


